Viver é correr riscos!

    
Foi no meio do ano passado, que a questão de correr riscos ficou evidente pra mim, eu ouvi e meditei sobre isso, parece meu novo chavão, de tanto que isso está latente nas minhas conversas, hoje eu ouvi uma moça me falar que está com medo do que está por vir, e incrível, mas veio na minha cabeça, "viver é correr riscos (rs!)", falamos acerca do medo e do quanto ele é normal, o que ele não pode fazer é roubar a minha oportunidade de viver o novo, é a primeira semana do ano, e há quem diga, que temos 365 oportunidades (agora 359), para aproveitar, o medo estará acerca delas, todas as vezes...
    O medo não é uma resposta, favorável ou contrária, é sentimento, por vezes enxertado de nossas emoções e de tudo o que passa em nossa cabeça, a cada decisão. Em sequência vem a escolha, a de permanecer ou a de correr o risco, de tentar, em se tratando de decisões, tudo se torna subjetivo, abstrato, ainda que conselhos, experiências e cabelos brancos indiquem o caminho, decidir nunca é fácil, também não acredito que a melhor escolha é aquela suportada pela calmaria, pelo conforto.
    Foi numa situação chata, antes de uma viagem importante, que entendi que o sobrenatural de Deus não anula aquilo que é natural, muitos milagres aconteceram para que eu fizesse aquela viagem, não seria a perca dos meus documentos que anularia os milagres, fiquei quase uma semana resolvendo tudo para viajar, entrou no meu percurso o banco, em lugares de espera, aguço características comuns da tentativa de não perder tempo, observar, sorrir, ouvir, ler, escrever, enfim, chegou minha senha, enquanto aguardava o boleto, o bancário me fez perguntas acerca da minha profissão e tal, respondi e no final falei o quanto minha vida mudou e do rumo novo que a minha vida tomou,  " com olhos "arregalados"(como falamos aqui no Nordeste), ele olhou para mim e citou um psiquiatra, que em outras palavras disse: " quem não corre riscos não sabe o que é viver.", me apoiou.
     Saí de lá e sentei ao lado de um rapaz, enquanto conversávamos, falamos sobre a faculdade dele e o curso que está fazendo, no final, quase como o grito de Wiliam Wallace em coração valente, " eu não gosto desse curso, tô fazendo, porque tô" (" L i B e R d A d E..."), eu respirei, olhei pra ele, resumi em mim as bilhões de coisas que vieram a minha língua e disse: "se não fizer o que gosta, é perca de tempo, vai ser um fardo, te encorajo a tentar, corra o risco.", ele sorriu, baixou a cabeça, eu calei, baixei a cabeça, pensei e  processei (tô fazendo isso até hoje...).
     Quando enfim cheguei no tal lugar da viagem, num dos dias da meditação, me deparei com a história dos 4 leprosos, às portas da cidade,  e o interessante diálogo entre eles,  me parece que ali havia medo, apatia e conformismo, mas também havia ousadia, esperança, e a coragem de correr o risco de uma escolha, eles iriam morrer, se permanecessem ali, destino mais do que certo, o risco estava em entrar na cidade, a esperança,  de conseguirem alimento, e foi exatamente o que ocorreu, se depararam com a vida, atraíram sobre muitos o cumprimento de uma promessa. se eles não arriscassem, se permanecessem naquilo que eles tinham como destino, se apenas seguissem o curso estável, normal e "seguro", seriam apenas mais 4 leprosos, que de fato viveriam sem sentir. ou morreriam sem sentir.
      Correr riscos tem mais a ver com se lançar no invisível, crer e dar passos de fé, do que tomar uma atitude irresponsável, arriscar-se é ser ilógico, mas convicto, ouço muito no contexto que vivo, "obedecer dói", dói mesmo, essa frase trás à luz o que vivemos na pele, Deus chama, se responsabiliza, indica o caminho e vem junto, mas, Ele deixa claro, "Seja forte, seja corajoso"(não vai ser fácil...), por isso que dói, perdemos o controle, vivemos um dia de cada vez, nos arriscamos,quando aceitamos um desafio, nos preparamos para a dor, as internas, existentes, criadas, externas, impostas, pensadas, o desafio vem, aceitamos ou não.
     Sempre ouvi dizer que andar com Deus, gera vida, escolher andar com Deus, é uma escolha arriscada, é escolher se alimentar do que sai da  boca de alguém que eu não vejo, mas sinto, isso é arriscado demais, mas é empolgante, é confiável, e para ser bem sincera, não é seguro, não é estável, não há garantia de conforto, calmaria, sombra e água fresca, mas há paz, aquela que excede a todo entendimento, se eu puder deixar um conselho, dá um toque: corra riscos, viva!!!
    
     
     
    
     
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