Artes e Missões



   Um dia um dos imperadores romanos disse: “dê ao povo pão e circo”, apesar de ter sido um grande lance, que deu muito certo, foi um baita banho de água fria no senso de justiça e uma subjugação das artes.
   O pão conformaria e o circo entreteria, a autoridade de Deus não almeja bloquear a visão e a força de um povo, nem usar dons e talentos para ludibriar e alienar a multidão.
   A Bíblia diz que não temos nada de bom que não tenha sido dado por Deus, e as artes estão inseridas no baú dos tesouros do Pai, ninguém tem dons e talentos para serem artistas de Deus, não é de gente que malabarisa, coreógrafa, canta, pinta, toca e se utiliza de inúmeras formas artísticas, que Ele precisa, mas sim de gente que prega fazendo tudo isso e faz tudo isso pregando.
    Aplausos e gritos eufóricos não são o maior objetivo de um cristão que entra na arena e usa suas ferramentas artísticas, aliás, se isso é a ambição de um missionário, os valores devem ser revistos, as motivações sondadas e os princípios reavaliados, ferramentas são essenciais, mas não são a essência.
   A criatividade ilimitada de Deus foi inspirada em nós para levarmos o fôlego dEle mais longe e inspirar outros. Quando uma tarefa é proposta, espera-se que ela seja cumprida com êxito, na parábola dos talentos, Jesus deixa bem claro que se você tem um dom deve desenvolvê-lo, não guardar, nem enterrar, esconder ou anular, mas desenvolver, se para isso for necessário treinar, estudar, aprimorar, inovar, então que haja disciplina, foco, oração e fé.
   O criador de todas as artes não nos deu um palco, nem o determinou como ponto de chegada, mas nos deu armas para conquistar nações, se malabarisar, coreografar, cantar, pintar, tocar e “artisar” forem estratégias, use-as e faça a alegria de quem o argimentou, entregue pra Deus os talentos que Ele lhe confiou, multiplicado por dez.

Publicado originalmente em "Rart Missões", em 14/06/2014
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